Estou sentada na sala de espera do médico. Chegou uma mãe com sua criança no colo. Imediatamente uma senhora disse para a criança.

– Não chupa chupeta não. Desse jeito você não vai arrumar namorada. E continou com uma tonelada de conselhos. A mãe sorriu.

Me lembrei de quantas vezes sorri dos conselhos absurdos. Ou dos conselhos sinceros, que não eram úteis naquele momento. Algumas vezes tive vontade de chamar a pessoa lá em casa e fazer diferente. Mas na maioria delas dei graças a Deus por não ser essa pessoa a mãe da minha filha.

Com certeza, toda mãe já deparou com diversos tipos de palpiteiras.

– Nossa, tem um ano e ainda mama no peito?
– Tira ela do peito!
– Mas por que ela fica tanto no colo?

Tem aquelas que pensam que tudo é fome (ou vontade).
– Vamos dar um docinho para ela.
– Não pode nenhum brigadeiro?
– Ela está chorando, deve ser fome!
– Nossa coitadinha, ela deve estar com vontade!
– Tadinha, ela não pode passar vontade, pode ficar doente por isso.
– Mas você deu mamadeira? Por que não foi para o copo?

Tem as pessoas com mania de comparação:
– Ela não dorme a noite? Deixa ela chorando no berço que ela aprende! Meus filhos sempre dormiram a noite toda.
– A minha filha começou a andar com 6 meses.
– Ahhh, com 2 meses a Julinha já sentava sozinha.

Você também pode encontrar as palpiteiras dramáticas:
– Nossa, ela dorme na sua cama? Tenho uma conhecida que a criança de 12 anos ainda dorme com os pais.
– Você deu chupeta? Minha vizinha deu chupeta e agora a criança vai ter que usar aparelho nos dentes a vida inteira.

Muitas vezes tive vontade de responder. Mas para manter a política da boa vizinhança eu sorria. Algumas vezes tentei argumentar que criança olha para tudo, apenas por curiosidade. Não resolveu. Então, aprendi a sair dessas situações com um sorriso e as palavras “é verdade”. Descobri que é mais fácil não contrariar. As pessoas simplesmente não mudam de ideia. O jeito é sorrir e lembrar da história com bom humor!

Liz é publicitária, empresária e mãe da Maria Eduarda. Ama blog, decoração, viagens, reciclagem e festas. Apaixonada pelo marido e pelo Johnny Boy, o baby de 4 patas.