desmame natural

Quando definitivamente comecei a amamentar, não pensei em como seria o desmame por aqui. Sabia que queria um desmame natural, mas não pensava muito sobre esse assunto. Queria amamentar até quando Duda fizesse dois anos, se isso estivesse sendo bom para nós duas. Para mim, o desmame natural é sempre o melhor caminho, sem choro e sem dor (para mim e para ela). Não imaginava “tirando” ela do peito. Amamentei exclusivamente no peito até 1 ano e 2 meses. Depois, como estava trabalhando e ela queria o leite durante a minha ausência, comecei a introduzir a mamadeira.

Por que a mamadeira e não o copo? Sei que com essa idade, o ideal seria irmos direto para o copo. Mas foi o que ela pegou primeiro. E o que ela aceitou. Passamos por vários leites artificiais. Todos ela cuspia e não tomava. Como ela tomava água na mamadeira, eu sabia que o problema era o sabor e não o bico. Por isso, fui trocando as marcas de leite artificial. Quando ela experimentou o Enfagrow (não é publi não gente, aconteceu isso de fato), ela não cuspiu – mas também não tomou de primeira. Como foi o sabor que ela aceitou melhor, resolvi insistir nesse.

Sempre que eu estava trabalhando, minha sogra ou minha mãe ficavam com a Duda. E elas passaram a tentar dar a mamadeira com o leite artificial. Ela demorou 2 semanas para tomar os primeiros 20 ml. Gradativamente, ela foi aumentando essa quantidade até tomar a mamadeira inteira de 180 ml. Eu continuei amamentando normalmente. Quando ela ia mamar durante o dia, ela passou a pedir tetê e apontar para a lata de leite artificial. Ela foi trocando as mamadas do peito do dia pela mamadeira. Assim, a minha produção de leite também foi diminuindo, sem dor, sem remédios e sem trauma para nós. Ela entrou na escola com 1 ano e 4 meses e já não estava mamando no peito durante o dia. As mamadas noturnas continuavam por aqui. Chegou a época que ela passou a mamar exclusivamente na madrugada, todas as demais mamadas tinham sido substituídas pela mamadeira com leite artificial.

Tivemos uma semana agitada e algumas festas. Duda dormiu direto sem acordar durante 3 noites seguidas. Na quarta noite, quando ela acordou, eu ofereci a mamadeira e ela aceitou. Nesse dia eu entendi que tinhamos feito o desmame. Foi um desmame natural, sem choro e sem dor. Ela não sofreu, eu não sofri e nós continuamos com os nossos laços de amor de outras formas. Todo esse processo durou 3 meses por aqui. Duda deixou de mamar no peito com 1 ano, 5 meses e 1 dia. Respeitei o tempo dela e aproveitamos nossos momentos enquanto foi bom para nós. Sinceramente, não sei qual seria a forma correta, mas segui o meu coração.

Sei que desmame é sempre um assunto polêmico, defendo a amamentação exclusiva e prolongada, mas recebo alguns pedidos para falar como foi o desmame por aqui. O que deu certo em casa, não significa que dará certo para todo mundo, mas significa uma forma a mais de tentar. Trocar experiências é saudável e confortante.

Liz é publicitária, empresária e mãe da Maria Eduarda. Ama blog, decoração, viagens, reciclagem e festas. Apaixonada pelo marido e pelo Johnny Boy, o baby de 4 patas.