Palpites de mãe

Já fui mãe superprotetora quando não deixei ninguém pegar minha recém-nascida no colo. Já fui mãe maluca quando resolvi amamentar por mais de um ano. Já fui mãe cheia de frescura quando fiz dieta porque minha filha tinha APLV. Já fui mãe relapsa quando não estava do lado em um momento que minha filha bateu a testa no chão. Já fui mãe ausente quando saí para trabalhar. Já fui mãe histérica quando me desesperei na primeira febre. Já fui mãe esquecida quando não mandei uma troca de roupa para a escola. Já fui mãe permissiva quando deixei minha filha pular no sofá. E nessa corrida para sermos perfeitas, são tantos rótulos que ganhamos que não importa o quanto acertamos, mas as frustrações que tivemos. Sim, tem momentos que quero transformar todos os palpites em material escolar (isso porque já passei da fase das fraldas).

O que me conforta é saber que isso não acontece só comigo. Sempre tem alguém para dizer que fez ou que deveríamos fazer diferente. Mas a verdade é ninguém que dá palpites está do nosso lado quando o bebê passa a madrugada acordado, ninguém está do nosso lado quando o pediatra diz que não está ganhando peso, ninguém vê quando nosso filho fica gripado porque alguém o pegou no colo sem lavar as mãos.

De uma coisa eu tenho certeza: coração de mãe não se engana. Todas as mães têm um sexto sentido especial, um sentimento de proteção único. Tem um velho ditado que diz: conselhos, se fossem bons, seriam vendidos. Aprendi a dar um breve sorriso e fazer sempre o que o meu coração manda. Se preciso de uma segunda, terceira, quarta ou quinta opinião, vou atrás. Se gosto da cama compartilhada, faço. Se quero amamentar por mais de um ano, amamento. O que importa, no fim, é a felicidade que temos no nosso lar.

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Liz é publicitária, empresária e mãe da Maria Eduarda. Ama blog, decoração, viagens, reciclagem e festas. Apaixonada pelo marido e pelo Johnny Boy, o baby de 4 patas.