como tirar a chupeta

Hoje o post é sobre como tirar a chupeta. Mas, vamos começar lá de quando ela nasceu. O dar ou não a chupeta é sempre um assunto polêmico e até mesmo os especialistas entram em conflito nesse assunto. Bom, meus pais são dentistas e nunca foram contra. A odontopediatra da Duda também não era contra o uso durante algum período. Segundo eles, a chupeta precisa ser tirada antes dos 5 anos, sem traumas para a criança. É claro que sempre buscamos profissionais que tenham o ponto de vista na mesma linha do nosso. É difícil divergir durante todo o tempo. Mas enfim, essa foi também a minha opinião. E bem, esse não é o post para discutir o uso ou não da chupeta. Nesse momento, só pensamos em uma coisa: como tirar a chupeta.

Duda tinha refluxo. E isso fazia que ela quisesse ficar o dia todo mamando porque aliviava os sintomas. Eu deixaria e fui feliz na livre demanda, se isso não aumentasse ainda mais o refluxo dela. A chupeta me ajudou muito nesse começo. E ainda ajudava na hora do sono.

Para falar a verdade, nunca fui adepta do “faz e aguenta chorar”. “Em uma semana passa.” Tudo tem seu tempo e quando a criança está preparada o sofrimento é bem menor para os dois lados.

Minha mãe sempre disse que eu troquei a chupeta por um baldinho de praia (e eu lembro vagamente disso!). Entendi que esse seria o caminho mais fácil em casa também.

A Maria Eduarda sempre teve uma personalidade forte. Mas, por outro lado, sempre que conversamos sobre algum assunto e ela combina que vai fazer, ela de fato cumpre, mesmo com sua pouca idade.

A minha primeira tentativa foi no Natal. Duda estava com 3 anos e 3 meses. Nesse momento, comecei a pensar em como tirar a chupeta. Imaginei que o bom velhinho poderia ser um ótimo argumento para que ela entregasse as chupetas. Não foi. Ela não quis conversar sobre o assunto e disse que não entregaria para o Papai Noel. Então, imaginei que ela precisaria de um argumento mais forte. Ela ama chocolate e essas guloseimas não fazem parte da lista de compras da minha casa. Então, ofereci a troca com o Coelhinho da Páscoa. Logo depois do Natal, ela disse que entregaria as chupetas para o coelhinho, em troca de ovos de páscoa com brinquedos. E assim ela foi falando toda semana.

Chegou o sábado de Páscoa e falei para ela que seria o dia de deixar as chupetas na bandeja, onde o coelhinho colocaria os ovos. Ela deixou as chupetas a noite, antes de dormir. Foi dormir e acordou com os ovos no lugar das chupetas.

Imaginei que fosse ter algum tipo de dificuldade, algum choro se tivesse alguma gripe, um tombo, qualquer coisa. Faz uma semana e não ouvi mais falar em “Popo” aqui em casa. Ela não pede e quando perguntamos ela diz que o Coelhinho levou para os nenês, em troca dos ovos de Páscoa. Não é para morrer de amor?

A chupeta aqui foi útil e posso dizer que até essencial em alguns momentos. Tiramos sem traumas, sem sofrimento e trocamos por alguma coisa que ela queria muito. Não é preciso esperar uma data especial para que isso aconteça. Eu troquei a minha por um baldinho de praia (lembra que falei no meio do texto?). Boa sorte!

Liz é publicitária, empresária e mãe da Maria Eduarda. Ama blog, decoração, viagens, reciclagem e festas. Apaixonada pelo marido e pelo Johnny Boy, o baby de 4 patas.