Às vezes me dá saudade de como já fui um dia. Lembro como era ficar acordada só para ver o sol nascer tão lindo. O tempo passa e parece que parte de nós muda. E agora fico pensando como é a vida depois dos 30.

Eu amava assistir filmes comendo pipoca e brigadeiro de colher. Ainda amo, na verdade. Mas muitas vezes troco os filmes por episódios da Casa do Mickey. A pipoca faço sempre que consigo assistir aos filmes que planejo e o brigadeiro, esse sim ficou mais raro. Não é tão fácil emagrecer aos 32 como era aos 16.

Continuo amando as músicas que eu amava, com algumas a mais. Conheci novos sons, novas vozes. Além de todas as minha próprias músicas, aprendi a gostar de Frozen, Dona Aranha e até o Patati Patatá me parece divertido em alguns momentos. Sim, eu prefiro Toquinho, mas nem sempre é isso que eu consigo fazer a minha filha escutar e se divertir!

Aprendi a fazer risoto, frango, carnes, peixes, sopas e até feijoada simplesmente porque amo receber e sair com os amigos, mesmo isso tendo ficado mais difícil depois que comecei a trabalhar também aos finais de semana. Já tivemos fases de conversar sobre música, vestibular, faculdade, estágios, empregos, sabão em pó, fraldas, férias, viagens, escolas e viroses. É verdade, as fases vão mudando.

Se antes eu preferia gastar meu dinheiro com bebida, hoje prefiro investir na comida. Descobri que sair para jantar pode ser muito melhor do que ir para o bar. E acredite, ainda tem momentos que prefiro o bar. Mais uma diferença enorme dos 20 para os 30 anos.

Nesse tempo que crescemos e amadurecemos, algumas histórias deixam saudades e outras parecem ter sido duras demais. E quando me sinto perdida, a única coisa que posso fazer é rezar. E rezo muito.

Amo os meus livros. Mas ultimamente tenho preferido os e-Books – assim posso ler quando todo mundo vai dormir. Prefiro ler um de cada vez, assim não fico tão perdida.

Às vezes estou trabalhando muito e penso estar cansada. Mas sei que excesso de trabalho não me assusta. O que me cansa mesmo é a mesmice. Ficar parada vendo a vida passar, sempre foi um pouco monótono demais para mim. Estou o tempo todo pensando em alguma coisa, mudando alguma coisa. E sinceramente tem momentos que fico na dúvida se isso é bom ou ruim. A rotina me incomoda. E disfarçar quando alguma coisa me incomoda nunca foi meu forte. Por isso sempre gostei tanto de mudança.

Vendo por aí, percebo que o que mudou não fui eu. Refiz alguns planos, é verdade. Algumas coisas deram muito certo, outras deram certo por um tempo e muitas simplesmente mudaram. Acho que não penso mais em alguma coisa para sempre. É tempo demais para mim. E mesmo planejando, é muito para eu pensar nisso porque as coisas simplesmente mudam enquanto a vida vai passando.

Descobri que a minha prioridade é criar uma criança feliz, independente e segura de suas escolhas. Ela está crescendo e vejo que a minha vida vai voltando ao normal. Consigo ver os amigos, não tenho mais as olheiras de antes, nem os cabelos sem cortar. Mas, apesar da vida voltar ao normal, a verdade é que depois de ser mãe a minha vida nunca mais vai ser a mesma. Descobri o que é o amor de verdade, aquele que faz e não pede nada troca. Aquele que é doação. Aquele que realmente quer o bem, que espera e acalma. Um amor que requer paciência, dedicação e atenção. E principalmente, que é infinito. Isso me fez perceber o quanto já fui leviana em meus pensamentos e sentimentos, achando que antes de ser mãe algumas coisas poderiam ser para sempre.

Não importa o quanto tempo passa, as pessoas simplesmente não mudam. O que mudam são as prioridades, mas, aqueles velhos hábitos, gostos e atitudes estarão sempre ali.

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Liz é publicitária, empresária e mãe da Maria Eduarda. Ama blog, decoração, viagens, reciclagem e festas. Apaixonada pelo marido e pelo Johnny Boy, o baby de 4 patas.