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Hoje é o mesversário de 9 meses da minha pequena Maria Eduarda e esperei esse tempo para compartilhar com vocês como foi e como é a amamentação por aqui.

Eu nunca tinha pensado que teria dificuldade para isso, na verdade, imaginava que o bebê começava a sugar assim que nascia e tudo seria muito simples e sem dor. Não me preparei para isso. Comprei a pomada indicada pelo médico, usava às vezes e não pensava em sérias dificuldades.

Quando a Maria Eduarda nasceu, eu colocava ela para mamar e não sabia se ela mamava ou não. Mãe de primeira viagem que nunca passou por isso. Quando a enfermeira foi dar o banho nela, disse que a fralda estava seca. Aí percebi que teria dificuldades. Comecei a pedir para as enfermeiras me ajudarem (o que não adiantou muito). Elas falavam que eu tinha que fazer uma pinça, colocar a boca, mas não me mostravam exatamente como fazer, na prática mesmo. E eu, sem experiência, pensava: como vou fazer uma pinça, segurar minha filha e ainda arrumar a boquinha dela? Resultado: saí de lá toda machucada, com várias fissuras e sem saber amamentar direito a minha pequena.

Cheguei em Bauru e cada vez que a pequena ia mamar, eu sentia muita dor. A noite, quando fui tomar banho, não conseguia nem levantar o braço, porque meus peitos estavam duros, quentes e empedrados. Passei a madrugada sem dormir e com muita dor.

No dia seguinte, liguei no Banco de Leite assim que acordei. Consegui um encaixe para o mesmo dia e foi minha salvação. Me ensinaram a pega certinho, me ajudaram a tirar o leite empedrado e me ensinaram a usar o bico de silicone que eu tinha comprado para amenizar a dor. Mas uma coisa não tinha jeito: as fissuras continuariam doendo até que sarassem. E não tinha pomada ou bico de silicone que ajudasse nisso. Cada vez que terminava uma mamada, eu já sofria pensando na dor que sentiria na próxima. E assim foi: ela começava a mamar e escorria lágrima do meu olho de tanta dor que eu sentia. Quando me diziam que passaria, eu falava que não aguentaria mais nem uma mamada daquele jeito.

Não bastasse a dor das fissuras, meu peito enchia demais e, quando eu usava a bomba elétrica para tirar o excesso, parecia que as fissuras pioravam. Para piorar, a Maria Eduarda ainda chorava muito depois de todas as mamadas, ganhou algumas assaduras sem sentido e brotoejas no rosto que não saravam, além do refluxo depois das mamadas.

Chorei um dia inteiro e decidi que não iria mais amamentar. Nesse dia, ela tomou LA. Marquei outra pediatra para o dia seguinte e já estava decidida. Chegamos na pediatra e a primeira coisa que ela disse foi: coloca ela para mamar. E eu coloquei. Ela mamou feliz. E eu não senti dor. Acho que o dia de pausa fez as fissuras melhorarem. E então eu resolvi que continuaria com o leite materno para a ME. Leite materno exclusivo e em livre demanda. Algumas mamadas continuaram doendo (e muito até), mas aquele começo insuportável foi passando e a felicidade dela mamando e ganhando peso me davam força para continuar. Meus peitos ainda encheram muito durante os 5 primeiros meses e então eu tirava leite para doação.

Mesmo com a APLV, fiz a dieta e vi que era possível a amamentação. A dieta foi bem rigorosa durante os primeiros 4 meses. Nada de comer fora de casa. E aqui marido e visitas entraram na regra também para não corrermos o risco de contaminação cruzada. Agora, consumo traços e derivados e não tivemos mais sintomas. Mas, com certeza, eu faria o tempo que precisasse para manter o leite materno exclusivo e em livre demanda para a minha filha até os 6 meses.

Hoje, Maria Eduarda completa 9 meses. Continua tomando apenas leite materno, mas com alimentação complementar de frutas e BLW, mas isso é assunto para outro post. Até quando pretendo amamentar? Não sei. Estamos felizes assim, curtindo o nosso momento e essa fase passa muito rápido. Quero aproveitar ao máximo e essa é uma decisão que cabe principalmente a ela. Se ela quiser mamar até os 2 anos, que sejamos felizes assim!

É claro que esse é um relato meu e têm muitas mães que amamentam sem dor desde o início. Mas muitas também passam por dificuldades e a minha intenção é dizer que isso passa e, sim, é possível manter a amamentação exclusiva até os 6 meses e depois com a alimentação complementar.

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Liz é publicitária, empresária e mãe da Maria Eduarda. Ama blog, decoração, viagens, reciclagem e festas. Apaixonada pelo marido e pelo Johnny Boy, o baby de 4 patas.