Desde o começo da gravidez eu estava bem tranquila em relação à maternidade que eu faria o parto da Maria Eduarda. Seria na Beneficência Portuguesa aqui em Bauru. A maternidade de lá tinha sido inaugurada há um ano e era tudo novinho e lindo! Eu já tinha ido conhecer o lugar, visto fotos, pegado o papel do que precisaria levar na malinha dela, visto anestesista,  pediatra, área de berçário, hotelaria, UTI neonatal, registro e o que mais eu achava necessário para uma boa estrutura. O melhor: era credenciada do Bradesco Saúde.

A minha surpresa foi no dia do US morfológico. Saindo do US, passei na área de recepção da maternidade para pegar mais algumas informações e tirar algumas dúvidas. Eis que tenho a notícia: a maternidade fechou! Oi? Como assim fechou?

Tentei ficar calma na hora. Liguei no Bradesco e pedi as minhas opções. Me deram só uma opção aqui em Bauru ou teria que fazer particular (e pedir reembolso) naquele hospital do episódio do carnaval. E olha que Bauru não é uma cidade pequena…

Esperei para conversar com o meu médico, já que teria consulta naquela semana. Ele também ficou chateado que a maternidade tinha sido fechada, mas a verdade é que os planos daqui tinham descredenciado os partos lá e uma maternidade não vive só de particular e alguns planos nacionais de fora. As minhas opções eram realmente aquelas que escrevi ali em cima. O pior: eu não gostei de nenhuma delas. Diante dessa situação, falei para o meu médico que eu iria conhecer e que tentaria ver maternidade em outras cidades. Fiquei triste principalmente porque gosto muito do médico daqui, além da comodidade de estar na minha cidade.

escolha da maternidade

Antes de bater o desespero, liguei na minha médica em Ribeirão Preto e marquei uma consulta. Fui na consulta e logo depois fui conhecer a maternidade que ela me indicou, a Sinhá Junqueira. Fiquei encantada com toda a estrutura. Gostei principalmente pelo fato de ser somente maternidade, sem mistura com outros pacientes. Tem um berçário enorme, UTI neonatal e uma ala nova de apartamentos (como eu tenho horror de hospital, sempre fico de olho na hotelaria – hahaha*).

Pontos positivos:

  1. A própria maternidade é ótima e tem uma super infra-estrutura. Pelo que eu entendi são 20 leitos de berçário e 10 de UTI Neonatal.
  2. Parece ser bem organizada e já me passaram várias coisas em relação aos primeiros exames (teste do pezinho, teste do olhinho, audiometria).
  3. É tudo credenciado do Bradesco, inclusive a equipe médica.
  4. A pediatra que vai receber a ME lá é minha amiga e especialista em UTI Neonatal. Quem for de Ribeirão e quiser indicação, me mande um email!

Pontos negativos:

  1. Ribeirão fica a 200 km de Bauru, a estrada tem um bom trecho de pista simples e com muito caminhão.
  2. Corro o risco de ter uma emergência antes das 38 semanas, não conseguir ir para Ribeirão e ter que fazer o parto por aqui mesmo (vou deixar como plano B).
  3. A minha família está toda aqui em Bauru.

Quais os planos então?

Analisando racionalmente as opções, pensei em deixar Bauru como um plano B, em caso de emergência. Assim que completar 38 semanas, já vou para Ribeirão e fico em um hotel. O lado negativo é que vou marcar a cesárea com 39 semanas. Se eu tiver sorte e entrar em trabalho de parto no período que estiver por lá, posso tentar o PN. Se eu não tiver essa sorte, faço a cesárea mesmo.

E então vem a dúvida. Alguém já fez ou está planejando fazer o parto fora da cidade onde mora? Como foi? Queria saber o que vocês acham sobre isso.

Liz é publicitária, empresária e mãe da Maria Eduarda. Ama blog, decoração, viagens, reciclagem e festas. Apaixonada pelo marido e pelo Johnny Boy, o baby de 4 patas.